O Viagra é a droga para disfunção erétil mais utilizada em todo o mundo. Entretanto, ele nem sempre funciona como o esperado, decepcionando usuários e fazendo-os deixar de usá-lo.

Viagra contra impotencia

Parte do problema pode estar na simples ignorância: a crença de que o Viagra é capaz de provocar ereções sem que haja desejo sexual parece ser a maior delas, mas existem vários motivos para ele, ou outras drogas do grupo de inibidores da PDE5, não funcionarem.

O problema pode ser uma simples expectativa exagerada quanto ao potencial desses medicamentos para disfunção ou o usuário pode não estar o tomando da maneira correta. Como todo medicamento, ele também tem dose e hora correta de uso.

Entenda as possíveis razões pelas quais o Viagra não funcionaria.

Estatísticas sobre o funcionamento do Viagra

Muitos estudos são anualmente desenvolvidos por órgãos de saúde, pesquisadores e laboratórios, os quais apontam como o comportamento dos usuários pode afetar a eficácia das medicações.

No caso específico do Viagra, pesquisas apontam uma eficácia de 70% em média, caindo para alarmantes 40% em homens com 60 anos de idade ou mais. Por causa dessa baixa eficácia, esses mesmos estudos estimam que 30% dos homens não continuam a fazer uso do medicamento, parando na primeira prescrição.

Após quase 20 anos do seu lançamento, a verdade é que o uso do medicamento ainda é cercado de mitos. Muitos homens ainda sentem vergonha de admitir que têm o problema de disfunção erétil e fazem a compra sem consultar um médico. Além disso, eles o consomem sem contar à parceira, por acreditarem que isso pode minar a relação de alguma forma – cerca de 67% dos homens entrevistados em uma pesquisa se preocupam em não satisfazer a companheira.

Estatísticas apontam que 69% dos homens que relataram a não efetividade de remédios como o Viagra e seus similares não os estavam tomando da maneira correta. Durante a mesma pesquisa, foi oferecido um programa de reeducação aos pacientes e, daqueles que aceitaram o programa, 77% passaram a ter resultados satisfatórios com os medicamentos.

É possível saber se um homem tomou Viagra?

Muitos homens se sentem envergonhados quando sofrem de disfunção erétil. O preconceito ainda é uma das grandes causas para a área não evoluir como poderia. Eles têm medo de falhar ou de não satisfazerem a parceira em sua plenitude.

Por esse motivo, é comum os homens não dividirem o problema com suas parceiras e tomarem o Viagra ou outros remédios para disfunção erétil às escondidas. Para a sorte deles, é bem difícil saber se o remédio foi tomado ou não, já que ele não os transformam em uma máquina sexual, como muitos imaginam.

Por esse motivo, apenas parceiras experientes serão capazes de perceber o uso, mas por causa das mudanças no comportamento do homem, e não pela relação em si. Se o homem costuma apresentar problemas de ereção durante a relação e esses problemas são solucionados de uma hora para a outra, isso pode ser uma evidência de que ele está fazendo uso de remédios para disfunção erétil.

Um mito encontrado em meio às mulheres é de que o homem que toma o Viagra estaria fazendo isso por não gostar ou não se sentir atraído por elas. Normalmente é o contrário, pois o homem está enfrentando um problema clínico para buscar a satisfação mútua.

Existem tratamentos alternativos ao Viagra

Desde o seu lançamento, o Viagra sempre foi cercado de mitos, e um deles é o de que ele é uma solução mágica para o problema sexual. Toma-se muitas vezes esperando os efeitos que o medicamento não é capaz de proporcionar:

  • Não é capaz de provocar ereções.
  • Não provoca ou aumenta a libido.
  • Não altera a quantidade de sêmen expelido pelo homem.
  • Não melhora a performance sexual, satisfazendo mais a parceira.
  • Não resolve problemas de relacionamento.

Outro problema comum é o homem tomá-lo tentando solucionar problemas de ordem psicológica relacionados à dificuldade de ereção. Em todos esses casos, o remédio não servirá para nada e ainda pode ser perigoso.

Quando não funciona, é preciso entender o porquê e avaliar qual é a melhor alternativa, tais como a reposição hormonal, o acompanhamento psicológico e até mesmo a substituição por outros remédios para disfunção erétil.

O melhor caminho é perder a vergonha, assumir o problema e procurar tratamento médico. Essa atitude, aparentemente tão simples e óbvia, ainda é sumariamente ignorada pela maioria de quem sofre de impotência. Mas o caminho é mais simples do que parece.

Levitra

Uma opção em relação ao tratamento com o Viagra é o medicamento conhecido mundialmente como Levitra. Ele pode ser considerado uma opção porque seu ingrediente principal é diferente do Viagra: a substância chamada Vardenafila.

Características:

  • Seu mecanismo de ação é praticamente o mesmo do Viagra, atuando na inibição do PDE5, uma enzima responsável por relaxar o pênis e, portanto, cessar uma ereção.
  • O tempo é mais curto para entrar em ação: cerca de meia hora após o consumo.
  • As interações com outros medicamentos e os efeitos colaterais são bastante semelhantes aos do Viagra e nunca se deve nunca ser tomá-lo em conjunto com nitratos, por exemplo.
  • Este remédio é mais indicado para pacientes acima dos 50 anos de idade.

Cialis

Outra opção para o tratamento da disfunção erétil é o medicamento mundialmente conhecido como Cialis. A diferença principal entre ele e os seus concorrentes é o componente principal: a Tadalafila.

O mecanismo de ação é bastante semelhante aos dos outros remédios para impotência, atuando na forma da liberação de óxido nitroso no corpo cavernoso do pênis – este óxido se liga a uma enzima responsável pelo relaxamento muscular do órgão e impede quimicamente a sua ação. Dessa forma, é possível manter a ereção previamente obtida.

Características:

  • Tempo de duração: ele chega a fazer efeito por até 36 horas no organismo, permitindo ao homem ter mais de uma relação com a mesma dose do remédio.
  • As interações, os efeitos colaterais e as contraindicações são semelhantes aos dos concorrentes: não tomar em conjunto com nitratos ou se estiver em tratamento cardíaco.

Spedra

Não comercializado oficialmente no Brasil, o Spedra é a alternativa menos conhecida para o tratamento da impotência. Utilizando-se do princípio ativo Avanafil, o remédio é relativamente novo no mercado, tendo sido lançado em 2013, enquanto o Viagra já está em comercialização há quase duas décadas.

Características:

  • Vendido em doses de 50 mg, 100 mg e 200 mg, tem como principal vantagem a sua rápida absorção e metabolização pelo organismo, obtendo resultados em cerca de 30 a 45 minutos – mas não é incomum o seu efeito em menos de meia hora, tanto que a própria recomendação do fabricante é para tomá-lo cerca de 15 minutos antes de iniciar a relação.
  • Apesar de não ser comercializado de forma oficial, é obtido com facilidade online em sites que até entregam em casa.
  • Seu uso não é recomendado para pacientes com deficiências renais ou problemas de fígado, já que sua absorção e metabolização podem sobrecarregar esses sistemas.

Veja abaixo os principais detalhes de cada um:

Viagra
Viagra Tabletten und Packung
Activo em: 30-60 min
Duração: 5 horas
Dosagem: 25mg, 50mg, 100mg
Info Viagra
Cialis
Cialis Packung und Tabletten
Activo em: 30-60 min
Duração: 36 horas
Dosagem: 10mg, 20mg
Info Cialis
Levitra
Levitra Packung und Tabletten
Activo em: 30min
Duração: 5 Horas
Dosagem: 5mg, 10mg, 20mg
Info Levitra
Spedra
Spedra Packung und Tabletten
Activo em: 15 minutos
Duração: 6 horas
Dosagem: 50mg, 100mg e 200mg
Info Spedra

Fontes: